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Trump ataca Síria apoiado por Reino Unido e França Empty Trump ataca Síria apoiado por Reino Unido e França 13.04.18 23:14

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WASHINGTON - O presidente Donald Trump anunciou na noite desta sexta-feira um ataque militar à Síria, em represália ao suposto ataque com armas químicas lançado no último sábado contra Douma, na região de Ghouta Oriental, subúrbio de Damasco. Os Estados Unidos e vários países ocidentais culparam o regime de Bashar al-Assad pelo ataque.

Em pronunciamento pela TV, ele disse que os ataques têm o apoio militar da França e do Reino Unido. Falou também em uma ofensiva "sustentada", sugerindo que ela poderia durar vários dias. Ele se dirigiu diretamente ao Irã e a Rússia, que apoiam o governo de Bashar al-Assad, e perguntou "que tipo de nação quer estar associada diretamente com matanças massivas de homens, mulheres e crianças".

— A pergunta que eu faço ao Irã e e à Rússia é, que nação quer estar associada a um regime que mata mulheres, crianças e homens de forma massiva? Em 2013 Putin prometeu ao mundo que iria acabar com os ataques químicos na Síria e fracassou. Talvez possamos agir junto com Rússia.

Logo depois do anúncio de Trump, seis explosões foram ouvidas em Damasco. O ataque acontece a partir de navios e aviões de combate, que no entanto não entram no espaço aéreo sírio, segundo a emissora CNN. Segundo a agência Reuters, são usados mísseis de longo alcance Tomahawk.

Mais cedo, a agência Reuters havia informado que havia divergências entre Trump e seu secretário da Defesa, Jim Mattis. Enquanto Trump queria uma ofensiva mais ampla, Mattis sugeria um ataque de menor escala, semelhante ao que já foi lançado pelos Estados Unidos no ano passado.

A TV estatal síria disse que as defesas aéreas do país estavam reagindo ao ataque. Outra testemunha, citada pela agência Reuters, disse que um dos locais atacados foi o distrito de Barzah, onde fica um centro de pesquisa científica.

O suposto ataque químico foi denunciado no sábado pelos Capacetes Brancos, serviço de defesa civil que atua em áreas onde atuam grupos armados da oposição a Assad. Tanto Assad quanto a Rússia haviam negado a autoria do ataque, e inspetores da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) deveriam chegar neste sábado à Síria para recolher material no local do suposto ataque e analisá-lo, de maneira a confirmar ou não ou uso de armas químicas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, em um comunicado, disse que o objetivo da ofensiva não é interromper a guerra civil que entrou em seu oitavo ano na Síria nem derrubar o regime de Assad. Segundo ela, é um ataque limitado, com a intenção de poupar a população civil. Logo em seguida, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que era uma ofensiva restrita ao "arsenal químico clandestino" da Síria.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG de monitoramento da guerra baseado em Londres, confirmou que um centro de pesquisa foi atingido, além de bases militares. Segundo o Observatório, entre os alvos estão unidades de elite, como a Guarda Republicana e a 4ª Divisão.

Como as ameaças de ataque de Trump vinham ocorrendo desde segunda-feira, o próprio Observatório havia relatado que os militares sírios haviam transferido armas e equipamentos para bases russas no país. Os Estados Unidos também têm cerca de 2.000 soldados e forças especiais na Síria, mas eles estão localizados na região curda, próximo à fronteira com a Turquia e o Iraque, onde apoiam as Forças Democráticas Sírias (FDS), coalizão liderada pela milícia curda YPG, que combate o Estado Islâmico.

O ataque americano vem em um momento em que, com apoio militar da Rússia e do Irã, o governo de Assad havia assegurado o controle dos principais centros populacionais do país. A retomada de todo o território de Ghouta Oriental, nesta semana, havia marcado uma vitória do regime — no entanto eclipsada pelas ameaças dos Estados Unidos e seus aliados.

No discurso em que anunciou o ataque, Trump disse que o uso de armas químicas "não são ações de um homem, mas de um monstro".

— Nações civilizadas se uniram para combater as armas químicas e estabelecer sua posição dura contra seu uso.

Ele disse ainda que, no último ano, os EUA "conseguiram acabar com o Estado Islâmico e com o restava do chamado califado", provavelmente se referindo à ofensiva na região de Mossul, no Iraque, e ao apoio às FDS na Síria. Afirmou ainda que os Estados Unidos querem "trazer nossos soldados para casa e sabemos que não podemos acabar com todo o mal em todos os lugares, nem derrotar todos os tiranos. Por isso dependemos do apoio dos países da região". Disse que, nesse sentido, havia pedido ajuda a aliados da região "como Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos", com recursos, equipamentos e armas, para continuar o combate ao Estado Islâmico.

— Claramente o regime Assad não entendeu a mensagem no ano passado. Assad e seus assassinos militares devem saber que serão responsabilizados — afirmou o secretário da Defesa Mattis em pronunciamento no qual afirmou que um dos ataques atingiu uma base de onde teria saído um ataque químico contra civis.

Fonte
O Globo
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